segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Aplicativo Entreartes incentiva a vivência cultural na USP

A Universidade de São Paulo (USP) anunciou o lançamento do Entreartes, aplicativo para divulgar o patrimônio cultural da universidade.
Disponível para iOS e Android, o aplicativo é gratuito e fornece informações sobre as atividades culturais oferecidas pela universidade e permite que o usuário acumule pontos e troque por brindes ou horas em Atividades Acadêmicas Complementares (AAC).
Desenvolvido pela Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), a ferramenta é resultado de uma parceria das pró-reitorias de Graduação e de Cultura e Extensão Universitária, com a adesão dos museus, das unidades de ensino e pesquisa e dos órgãos centrais da USP.
Segundo a USP, a ideia é dar mais visibilidade e incentivar alunos, docentes e funcionários a participar das atividades culturais promovidas no âmbito universitário.
“A USP tem uma quantidade incrível de atividades culturais, quase todas gratuitas e em todas as áreas. São tantas que muitas vezes mesmo quem está na USP não consegue ficar sabendo de tudo o que acontece e acaba nem participando”, disse Marcelo de Andrade Roméro, pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária.
Quando uma atividade cultural é inserida no sistema Apolo da USP por um museu, unidade ou pelo órgão central, o responsável pode optar pela participação no Programa Entreartes. O sistema gera um QR Code que deverá ser afixado em um local visível para que os visitantes possam fazer a identificação no aplicativo.
Quando o usuário participar de uma atividade cultural – visitar um museu, assistir a uma peça, filme, palestra ou concerto em algum campi da USP – deve aproximar o celular do QR Code disponível no local para gerar pontos, que poderão ser acumulados e trocados por livros da Edusp, cartões-postais dos museus da universidade, camisetas e moletons. Os pontos terão validade de um ano e poderão ser resgatados quando o participante acumular o número estabelecido.
Detentora de uma grande variedade de coleções, acervos, edifícios históricos, museus e bibliotecas, a USP também desenvolve uma intensa programação cultural regular, com as Orquestras Sinfônica (Osusp) e de Câmara (Ocam), os conjuntos corais do Coralusp, os núcleos de Teatro (Tusp) e Cinema (Cinusp), o Centro Universitário Maria Antonia e de diferentes atividades promovidas pelas unidades em todos os seus campi.
O aplicativo é gratuito e pode ser encontrado nas lojas Apple e Google Play. 

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A Ciência no Combate à Dengue, Zika e Chikungunya

este foi o tema do segundo Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação que ocorreu em 27 de novembro com a missão de mostrar à sociedade os reflexos e repercussões das pesquisas conduzidas no Estados de São Paulo. Leia a reportagem em http://agencia.fapesp.br/26759/

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

App de grande importância para o conhecimento público.

O aplicativo TV-SP foi desenvolvido pelo programa municipal de DST/AIDS de São Paulo e é direcionado especialmente para os profissionais da atenção primária e maternidades.
Tem por objetivo oferecer informações técnicas atualizadas sobre a transmissão vertical do HIV, sífilis e hepatites virais de forma a subsidiá-lo na tomada de decisão do pré -natal ao puerpério, contribuindo para melhoria da qualidade da atenção à saúde ofertada à população.


Alunos é muito interessante!!! Vale a pena!!



terça-feira, 7 de novembro de 2017

HPV infecta humanos há mais de 500 mil anos

Peter Moon  |  Agência FAPESP – A humanidade convive há mais tempo do que se imaginava com o vírus do papiloma humano (HPV), o causador do câncer cervical, ou câncer de colo de útero. Um novo estudo acaba de sugerir que as primeiras infecções pela variante de número 16 do vírus HPV (ou HPV16) ocorreram há mais de 500 mil anos. As infecções atingiram indivíduos do gênero humano pertencentes à espécie ancestral comum do homem moderno (Homo sapiens), dos neandertais da Europa e dos denisovanos da Ásia.
Esta é a conclusão do estudo genético desenvolvido no Instituto Catalão de Oncologia (ICO), em Barcelona, Espanha. O trabalho foi publicado na Molecular Biology and Evolution e é assinado pelos pesquisadores Ville Pimenoff e Ignacio Bravo, do ICO, e pela bioquímica brasileira Cristina Mendes de Oliveira, do Hospital do Câncer de Barretos.
Entre 2013 e 2014, Oliveira estagiou no ICO dentro do seu projeto de pós-doutoramento no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, que contou com apoio da FAPESP.  
A família de papilomavírus compreende mais de 200 tipos de vírus, que se encontram espalhados pelo mundo. Todo ser humano sofre, em algum momento da vida, pelo menos uma infecção causada por algum tipo de vírus HPV. Em sua imensa maioria, os casos são assintomáticos. 
O HPV infecta preferencialmente a região anogenital e a pele. Mais de 40 tipos de HPV são transmitidos por contato sexual. Boa parte deles é inofensiva. Alguns tipos podem ou não formar verrugas benignas. Uns poucos são malignos e podem provocar o surgimento de lesões cancerígenas. 
Dois vírus HPV, os tipos 16 e 18, são responsáveis pela quase totalidade dos casos de câncer cervical ou câncer de colo de útero. De acordo com o World Cancer Report 2014, o câncer cervical é o quarto tipo mais comum de câncer entre as mulheres (mais de 500 mil casos no mundo em 2012) e também a quarta causa mais comum de morte por câncer entre mulheres (270 mil no mesmo ano). 
O vírus HPV16 é o tipo mais oncogênico, respondendo por 50% de todos os casos de câncer cervical. São conhecidas quatro variantes do HPV16: A, B, C e D. A variante A, por sua vez, subdivide-se em quatro sublinhagens, de números 1, 2, 3, 4. 
À medida que estudos epidemiológicos do câncer cervical avançaram nas últimas décadas, um padrão curioso começou a emergir. Percebeu-se que a incidência das variantes e sublinhagens de HPV16 variava de acordo com a região do mundo.
Descobriu-se que as infecções pela variante A (de sublinhagens 1, 2 e 3) e pela variante D são predominantes nas Américas, na Europa, no Oriente Médio e no subcontinente indiano. No norte da África, por outro lado, prevalecem as sublinhagens A1, A 2 e A3. Já na África subsaariana preponderam as variantes A e C. E no leste da Ásia e no Sudeste Asiático sobressai a sublinhagem A4.
Mais além, sabe-se que o potencial oncogênico não é o mesmo para todas as variantes de HPV16 e varia em associação com diferentes populações humanas. Como explicar a filogeografia do vírus e entender a variabilidade oncogênica de suas variantes?
À primeira vista, a distribuição geográfica das variantes de HPV16 sugeria uma possível conexão com a distribuição histórica das principais etnias humanas: caucasianos, negroides e mongoloides. 
“A predominância geográfica das diversas variantes de HPV16 parecia, a princípio, estar ligada à etnia do paciente”, disse Oliveira. Pautando-se nas evidências do mapa epidemiológico de incidência mundial de câncer cervical, os pesquisadores especularam que as sublinhagens A1, A2 e A3 seriam predominantes nos povos caucasianos, enquanto as variantes A (1, 2, 3), B, C e D se distribuiriam entre os povos árabes, as variantes B e C entre os negros africanos e a sublinhagem A4 entre os asiáticos.
“Para testar tal hipótese, precisávamos mapear as variantes do HPV16 em cada lugar do mundo”, disse Oliveira. A análise filogeográfica do HPV16 foi realizada a partir do mapeamento de um total de 1.719 casos isolados de câncer cervical em todo o mundo, via PCR, e complementado pelos 118 genomas completos de HPV16 disponíveis no GenBank. 
Daí foram obtidas 1.601 sequências parciais isoladas, nas quais estava compreendido um gene do HPV16 comprovadamente ligado ao aparecimento de tumores, o oncogene E6. Por fim, chegou-se a um total de 1.680 sequências isoladas de HPV16 cuja origem geográfica podia ser identificada com precisão. 
“Analisamos a diversidade das variantes de HPV16 e comparamos o resultado com os padrões filogeográficos e evolutivos da população humana. Descobrimos que a codivergência dos humanos modernos responde por, no máximo, 30% da distribuição geográfica viral atual”, disse Oliveira.
“A segunda hipótese por nós levantada considerou que a infecção do HPV16 em humanos poderia ser muito mais antiga do que se pensa. Imaginamos que o HPV16 poderia ter coevoluído não só com a espécie Homo sapiens, mas também com o gênero Homo”, disse. 
Divergências e linhagens
A interpretação mais parcimoniosa dos resultados requeria que um vírus ancestral HPV16 estivesse infectando humanos há mais de meio milhão de anos. 
Seguindo a mesma linha interpretativa dos dados, a divergência entre os ancestrais de humanos modernos (H. sapiens), que permaneceram na África, e as linhagens dos neandertais e dos denisovanos, que evoluíram e se estabeleceram fora da África, corresponderia ao surgimento da variante A entre neandertais e denisovanos, e das variantes B, C e D em sapiens.
Entre 120 mil e 60 mil anos atrás, quando os primeiros humanos modernos começaram a sair da África para povoar os quatro cantos da Terra, levaram consigo a variante B, que surgiu há cerca de 200 mil anos.
Quando os descendentes dessas levas migratórias entraram em contato com as outras espécies humanas preestabelecidas fora da África, os neandertais na Europa e os denisovanos na Ásia, a variante A de neandertais e denisovanos infectou os humanos modernos não africanos, praticamente tomando o lugar que era da antiga variante B.
Enquanto isso, no estoque humano que permaneceu na África, novas divergências nos últimos 100 mil anos fizeram surgir as variantes C e D. Da mesma forma, através da Eurásia, a expansão de humanos modernos carregando a variante A fez com que esta divergisse em sublinhagens. A primeira sublinhagem a se destacar entre 90 mil e 70 mil anos na Ásia foi a A4. Já as sublinhagens A1, A2 e A3 são fruto de divergência mais recente, nos últimos 60 mil anos.
“É a primeira vez que se obtêm estes resultados. Com base nessas informações, talvez no futuro seja possível avançar no diagnóstico dos casos de câncer cervical. A ideia é um dia poder avaliar o potencial carcinogênico do HPV16 em função das diversas etnias”, disse Oliveira. 
O artigo Transmission between Archaic and Modern Human Ancestors during the Evolution of the Oncogenic Human Papillomavirus(https://doi.org/10.1093/molbev/msw214), de Ville N. Pimenoff, Cristina Mendes de Oliveira e Ignacio G. Bravo, pode ser lido em: https://academic.oup.com/mbe/article/34/1/4/2680800/Transmission-between-Archaic-and-Modern-Human.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Alunos do 7° EF- Conhecendo o site da sabep






Aula ministrada para os 7° anos (Dias 27/10, 30/ 10 e 01/11)

Publicado em 9 de set de 2014


Vídeo produzido pela Agência Nacional de Águas apresenta o que são e como funcionam os Comitês de Bacias Hidrográficas. Veja mais em: www.AmbienteEnergia.com.br





Tratamento de esgotos

O tratamento de esgotos consiste na remoção de poluentes e o método a ser utilizado depende das características físicas, químicas e biológicas.
Na Região Metropolitana de São Paulo, o método utilizado nas grandes estações de tratamento é por lodos ativados, onde há uma fase líquida e outra sólida.
O método, desenvolvido na Inglaterra em 1914, é amplamente utilizado para tratamento de esgotos domésticos e industriais. O trabalho consiste num sistema no qual uma massa biológica cresce, forma flocos e é continuamente recirculada e colocada em contato com a matéria orgânica sempre com a presença de oxigênio (aeróbio).
O processo é estritamente biológico e aeróbio, no qual o esgoto bruto e o lodo ativado são misturados, agitados e aerados em unidades conhecidas como tanques de aeração. Após este procedimento, o lodo é enviado para o decantador secundário, onde a parte sólida é separada do esgoto tratado. O lodo sedimentado retorna ao tanque de aeração ou é retirado para tratamento específico.

No Interior, além das estações convencionais a Sabesp dispõe de lagoas de tratamento. Já no Litoral, as instalações adotam o método de lodos ativados e em algumas cidades há emissários submarino para lançar os esgotos tratados no mar.
Saiba como funciona o processo de tratamento de esgotos:


Tratamento de água



As estações de tratamento de água (ETAs) da Sabesp funcionam como verdadeiras fábricas para produzir água potável. Das 237 estações: 28 abastecem a Região Metropolitana de São Paulo, e as outras 209 fornecem água aos municípios do interior e litoral do Estado.
Atualmente, são tratados mais de 111 mil litros de água por segundo. É um número bem expressivo, mas que ainda pode aumentar. Projetos de extensão e melhorias dos sistemas de abastecimento estão em andamento.
O processo convencional de tratamento de água é dividido em fases. Em cada uma delas existe um rígido controle de dosagem de produtos químicos e acompanhamento dos padrões de qualidade.
As etapas são: 
marcador Pré-cloração – Primeiro, o cloro é adicionado assim que a água chega à estação. Isso facilita a retirada de matéria orgânica e metais.
marcador Pré-alcalinização – Depois do cloro, a água recebe cal ou soda, que servem para ajustar o pH* aos valores exigidos nas fases seguintes do tratamento.
*Fator pH –O índice pH refere-se à água ser um ácido, uma base, ou nenhum deles (neutra). Um pH de 7 é neutro; um pH abaixo de 7 é ácido e um pH acima de 7 é básico ou alcalino. Para o consumo humano, recomenda-se um pH entre 6,0 e 9,5.
marcador Coagulação – Nesta fase, é adicionado sulfato de alumínio, cloreto férrico ou outro coagulante, seguido de uma agitação violenta da água. Assim, as partículas de sujeira ficam eletricamente desestabilizadas e mais fáceis de agregar.
marcador Floculação – Após a coagulação, há uma mistura lenta da água, que serve para provocar a formação de flocos com as partículas.
marcador Decantação – Neste processo, a água passa por grandes tanques para separar os flocos de sujeira formados na etapa anterior.
marcador Filtração – Logo depois, a água atravessa tanques  formados por  pedras, areia e carvão antracito. Eles são responsáveis por reter a sujeira que restou da fase de decantação.
marcador Pós-alcalinização – Em seguida, é feita a correção final do pH da água, para evitar a corrosão ou incrustação das tubulações.
marcador Desinfecção – É feita uma última adição de cloro no líquido antes de sua saída da Estação de Tratamento. Ela garante que a água fornecida chegue isenta de bactérias e vírus até a casa do consumidor.
marcador Fluoretação – O flúor também é adicionado à agua. A substância ajuda a prevenir cáries.



Docente da FSP comenta febre amarela para o SP TV da TV Globo

31 • 10 • 2017
A Profa. Dra. Maria Anice Sallum - Docente do Departameto de Epídemiologia da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP comenta casos de febre amarela na matéria "Pesquisadores estudam mosquito para febre amarela não voltar para cidades", exibida no Jornal SPTV 2 da TV Globo no dia 30/10/2017.




segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Febre Amarela silvestre e urbana

É uma doença infecciosa, podendo levar à morte em uma semana caso não haja tratamento rapidamente. Ocorre na América do Sul e Central, além de alguns países na África.
febre amarela silvestre é causada pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Já a #Febre Amarela urbana é causada pelo mosquito Aedes Aegypti.

Principais sintomas da doença

Febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, dor nos olhos, dor nas costas, náuseas. e vômitos. Às vezes ocorre insuficiência hepática e renal, olhos e pele amareladas também.

Transmissão

É transmitida pela picada dos mosquitos transmissores e infectados, a transmissão de pessoa para pessoa não existe.
Os macacos não são responsáveis pela transmissão do vírus, eles são como uma alerta para a população e para a vigilância da saúde adotarem medidas para evitar a doença em humanos.

Precauções

Os mosquitos Aedes aegypti fêmeas se reproduzem em água parada. Uma das precações que devemos ter é nunca deixar água parada, sempre colocar areia no pote de flores, verificar os pneus expostos ao tempo para não acumular água, furar os barris para que não fique água parada no fundo, sempre limpar as caixas d’ água, evitar tomar água da caixa d’ água suja. Em caso de epidemia, é preciso uma aplicação de inseticida através do fumacê e sempre tomar medidas de proteção, assim como, usar repelentes, tomar vacina e caso na sua região tenha muitos casos de febre amarela, o melhor a se fazer é usar roupas que cubram todo o corpo.

Quem pode tomar a Vacina?

De 6 a 9 meses de idade, a #vacina é indicada para quem reside ou irá viajar para áreas em situação de emergência epidemiológica.
A partir de 5 anos de idade, sem ser vacinados antes, deve tomar a primeira dose mais uma de reforço após 10 anos.
Depois dos 60 anos, nunca vacinado ou sem comprovante de vacinação, só poderá tomar a vacina após avaliação médica.
A vacina é contraindicada para gestantes. Caso a epidemia esteja ao redor ou precisa viajar para áreas em situação de emergência, o médico deverá avaliar o risco da vacinação.
No caso de ter uma viagem internacional, deve-se seguir as recomendações do regulamento sanitário internacional. Quem for viajar dentro do país, deve se vacinar pelo menos 10 dias antes da sua viagem para a primeira vacinação. O prazo de 10 dias não se aplicará no caso de revacinação.
A vacinação é contraindicada para crianças até 6 meses de idade. Caso a criança tenha recebido a vacina, o aleitamento materno deverá ser suspenso por 28 dias após a vacinação.