domingo, 15 de outubro de 2017

Trabalho 1° EM A e B








O que é Verrugas?

Verrugas são pequenos crescimentos na pele, que geralmente não são dolorosos. Causadas por vírus, as verrugas quase sempre são inofensivas e podem desaparecer sozinhas. Elas podem surgir em qualquer parte do corpo e podem ser de diversos tipos também.
Verrugas podem variar muito de tamanho e formato de uma para outra. A textura também tende a ser diferente, podendo apresentar desde superfícies lisas até mais rugosas.

Tipos

Existem diversos tipos possíveis de verrugas:
HPV: doença sexualmente transmissível pode causar verrugas genitais
  • Verruga plantar
  • Verruga genital
  • Verruga periungual
  • Verruga subungual
  • Verruga comum
  • Verruga filiforme
  • Verruga vulgar
  • Verruga plana.

Causas

Existem inúmeras causas possíveis para o surgimento de verrugas. Elas são causadas por um vírus chamado Papiloma Vírus Humano – conhecido popularmente como HPV, que infecta a camada superior da pele, causando as verrugas. Elas podem surgir mais facilmente quando a pessoa apresenta alguma lesão ou corte na pele. Por isso é tão comum encontrar verrugas em crianças. São bastante comuns também em áreas do corpo em que as pessoas costumam depilar, como no rosto, no caso de homens que se barbeiam, e nas pernas, no caso de mulheres que depilam as pernas.
É igualmente possível, aliás, transmitir verrugas para outras pessoas também, principalmente por meio do toque, num processo chamado de auto inoculação – muito comum em banheiros compartilhados de academias, piscinas, clubes, etc. A transmissão pode acontecer também durante o ato sexual desprotegido.
A reinfecção também é possível. Uma pessoa não se torna imune a verrugas se já apresentou uma alguma vez.

Fatores de risco

Qualquer pessoa está sujeita a apresentar verrugas eventualmente, mas alguns comportamentos são considerados facilitadores para o surgimento delas, como:
  • Ser uma criança ou pré-adolescente, que costumam sofrer mais lesões na pele do que pessoas adultas
  • Pessoas que roem as unhas das mãos
  • Pessoas com sistema imunológico enfraquecido, como portadores do vírus HIV ou de doenças autoimunes.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Verrugas geralmente não são uma urgência médica, pois não são formadas por células cancerosas. Apesar disso, elas exigem tratamento, pois se não forem devidamente tratadas podem se espalhar pelo corpo, dificultando a cura. O tratamento também é necessário porque, apesar de haver a possibilidade de as verrugas regredirem espontaneamente, esse processo pode demorar muito. Desta forma, o tratamento é necessário para evitar que o portador da verruga infecte outras pessoas e para que ele mesmo possa voltar para as suas atividades normais. Quem tem verrugas não pode frequentar piscinas de clubes, academias, etc.
As verrugas, no entanto, podem causar incômodo estético. Por causa disso, algumas pessoas podem optar por fazer uma intervenção para retirá-las.
Em alguns casos, se estiverem localizadas em partes do corpo em que há pressão, como nas solas dos pés, por exemplo, as verrugas podem doer e eventualmente coçar. Uma rápida cirurgia, com aplicação de ácidos no local, cauterização ou aplicação de nitrogênio líquido ou neve carbônica (sendo que estes dois últimos congelam a verruga, destruindo-a), pode resolver o problema.

Sintomas de Verrugas

A maioria das verrugas cresce com uma superfície áspera. Podem ser arredondadas ou ovaladas.
  • O ponto em que a verruga está pode ser mais claro ou mais escuro que o resto da pele. Raramente, verrugas são pretas.
  • Algumas verrugas têm superfícies achatadas ou lisas.
  • Algumas verrugas causam dor.
Os diferentes tipos de verrugas incluem:
  • Verrugas comuns - com frequência aparecem nas mãos, mas podem crescer em qualquer lugar. Verrugas achatadas geralmente são encontradas no rosto ou testa. São comuns em crianças. São menos comuns em adolescentes e raras em adultos.
  • Verrugas genitais(condiloma) - normalmente encontrado nos genitais, na região púbica e entre as coxas. Podem também aparecer dentro da vagina ou no canal anal.
  • Verrugas plantares - encontradas nas solas dos pés. Podem ser muito dolorosas. Um número grande destas verrugas nos pés pode causar problemas para andar ou correr.
  • Verrugas subunguais e periunguais - aparecem sob ou em torno das unhas dos pés e das mãos.

Na consulta médica

Marque uma consulta com um dermatologista para verificar qual o tipo de verruga que você carrega. No consultório, o diagnóstico positivo para verrugas se dá por meio de uma simples observação. Uma biópsia pode determinar a causa e o tipo da verruga.
Entre as especialidades que podem diagnosticar uma verruga estão:
  • Clínica médica
  • Dermatologia
  • Infectologia
  • Urologia
  • Pediatria
  • Ginecologia.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  • Quando a verruga surgiu?
  • Quantas verrugas você notou em seu corpo?
  • Você notou algum sintoma relacionado às verrugas?
  • Elas doem ou coçam?
  • Elas lhe incomodam fisicamente ou esteticamente?
Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para verrugas, algumas perguntas básicas incluem:
  • Eu preciso fazer algum tratamento para minhas verrugas?
  • Elas podem representar algum perigo para minha saúde?
  • Preciso fazer uso de algum tipo de medicação?
  • Há alguma medida que eu possa tomar para fazer com que as verrugas sumam?
  • Se eu optar por retirar as verrugas cirurgicamente, qual o tempo estimado para recuperação?
  • O que eu posso fazer para que novas verrugas não surjam novamente em meu corpo?
A maioria das verrugas não precisa de tratamento. Mas se você tem verrugas que são dolorosas, que coçam ou que se estão se espalhando facilmente pelo corpo, ou se você simplesmente está incomodado com a presença e aparência delas, converse com um médico sobre a possibilidade de removê-las cirurgicamente.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

As picadas mais importantes!!!!


A exposição às temperaturas do verão aumenta a probabilidade de um inseto nos morder. Em muitas ocasiões, confundimos as picadas de outros insetos com os dos mosquitos e não lhes damos importância, no entanto, é muito importante saber o que te picou para tratar os efeitos da picada.

Apresentamos as 8 picadas mais comuns que devemos conhecer para tratá-las corretamente:
  
1. Picadas de mosquitos



Essas picadas têm uma aparência de bolhas vermelhas. São subcutâneas e sua coceira é localizada. Essas picadas não requerem maior atenção, então, recomendamos que você espalhe creme sobre ele e faça uma massagem para evitar a coceira. Se a picada ocasionar efeitos colaterais como dor nas articulações, febre, glândulas inchadas, você deve consultar um médico. Pois isso pode significar que o mosquito estava infectado.

2. Picadas de pulgas:


As picadas de pulgas geralmente ocorrem em grupos de três ou quatro e são caracterizadas por pequenas saliências vermelhas na pele, que geram uma coceira intensa.

As indicações a seguir são as seguintes: Lave a picada com água e sabão. Em seguida, aplique um pouco de creme ou pomada de calamina para reduzir a coceira. Evite coçar porque isso pode ocasionar uma infecção no local.

3. Picadas de percevejos


Os percevejos são muitas vezes um inseto muito traiçoeiro em termos de picadas; Pois cada pessoa reage de maneira diferente a elas. Algumas pessoas podem nem sequer notar a presença de percevejos, enquanto outros podem ser alérgicos e sofrer grandes erupções cutâneas intensas ou inclusive dor. 

Se você é alérgico a percevejos, é bom ter cuidado, pois além de lesões cutâneas, pode ocorrer a formação de bolhas, inchaço, coceira e inflamações na pele;

Para lidar com percevejos, recomendamos cuidar da sua higiene, já que elas odeiam. Lave frequentemente a zona infectada com água e sabão. Mas se a coceira e os caroços permanecerem, você pode tomar algum anti-inflamatório ou anti-histamínico.

4. Picadas de aranha


A maioria das picadas de aranha é inofensiva; com exceção daqueles da viúva negra ou da aranhas-marrom.

A forma de uma picada de aranha é de dois pontos mais conhecidos como Equimose. Estes pontos são a área onde a aranha picou.

Caso você seja picado por uma aranha, recomendamos lavar a área afetada com água e sabão. Em seguida, aplique um pouco de gelo sobre a área. 

5. Picadas de carrapato:


Carrapatos são parasitas que vivem principalmente em cães e em outros animais. Sua picada é tão perigosa nas pessoas que podem ocasionar a transmissão de uma série de doenças graves. As mais comuns são a febre hemorrágica da Crimeia-Congo e a doença de Lyme.

Se você sofreu uma mordida de um carrapato, você deve removê-lo imediatamente usando pinças. Segure-o firmemente e puxe suavemente para removê-lo da pele. Evite usar remédios tradicionais. Depois de extraí-lo, lave bem a área afetada com água e sabão. Lembre-se de que os carrapatos transmitem o vírus às pessoas após 48 horas, por isso é recomendado agir imediatamente.

6. Picadas de formigas:



As picadas de formigas vermelhas ocorrem através da injeção de veneno na pele das pessoas. Isso faz com que nossa pele se irrite e inflame, além de causar coceira. Para evitar esses sintomas, recomendamos a aplicação de um creme cortisona na área afetada. É provável que as picadas produzam bolhas; evite coça-las para não infectar ainda mais a área.

7. Picadas de escorpião:


Com esses tipos de picadas, três fatores importantes devem ser levados em consideração para conhecer seu nível de gravidade:

1. Tipo de escorpião, 2. Idade da pessoa (é mais perigoso em crianças) e 3. Quantidade de veneno no corpo.

Indicações para tratar estas picadas são as seguintes: Manter o local da picada voltado para cima; Evite furar ou apertar o local da picada; porque se pressionado demais, o saco de veneno poderia explodir e o nível de veneno dentro do corpo aumentaria; Vá o mais rápido possível a um pronto-socorro ou ligar para o SAMU 192.

 8. Picadas de vespas ou abelhas;


Essas picadas costumam ser muito dolorosas porque o ferrão do animal fica preso em nossa pele. O que geralmente é perigoso nesses tipos de picadas é o fato de que as maiorias das pessoas são alérgicas ao seu veneno. Caso você seja alérgico, deverá ir ao médico imediatamente.


O que você deve fazer com uma picada desse tipo é verificar se o ferrão ficou dentro da pele. Se for esse o caso, extraia com uma pinça. Você também pode espalhar vinagre branco na área ou lama para reduzir o inchaço.

Compartilhe com seus amigos e familiares essa informação, para que eles possam saber como agir contra as picadas desses insetos!

Fonte: Lavozdelmuro/ Etapainfantil

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Este vírus está se espalhando em creches e pré-escolas. Os pais devem estar atentos aos sintomas e medidas preventivas


Não temos ouvido falar desta virose, mas o fato é que há um alerta para que os pais estejam atentos à ela. Trata-se da doença conhecida como “Síndrome mão-pé-boca” (HFMD, sigla em inglês), uma infecção viral bastante contagiosa, provocada pelos sorotipos do Vírus Coxsackie.
Segundo Dr. Drauzio Varela, este vírus normalmente habita nosso sistema digestivo e podem provocar sintoma como estomatite. O alerta para os pais de crianças em creches e pré-escola é que comumente o vírus costuma atacar o organismo de crianças até 5 anos, apesar de que, outras idades da infância e adultos também podem se infectar e transmitir a virose.
Os sintomas incluem febre, dor de cabeça e falta do apetite. Há, também, garganta inflamada intensa. Mas a característica principal da doença é o desenvolvimento de muita coceira com bolhas muito pequenas nas mãos e nos pés. O prurido dói quando pressionado ou tocado.
Todo cuidado é pouco, pois o vírus encontra facilmente um caminho para infectar as crianças através de secreções das vias respiratórias, secreções das feridas das mãos ou dos pés e pelo contato com fezes dos pacientes infectados. Isso quer dizer que beijinhos, contato com catarro, dividir copo, brinquedos, roupas e objetos, por exemplo.
O vírus costuma contaminar na primeira semana, quando ainda está em um período de incubação, que leva de 3 a 7 dias. Os pais se quer sabem que o filho está contaminado quando, ele mesmo já está espalhando a doença nos amiguinhos.
Não há vacina para a HFMD. Normalmente, assim como ocorre com outras infecções virais, ela tende a regredir de forma espontânea. A melhor forma de evitar a doença é intensificar a higiene do seu filho, lavando sempre as mãos ao contato com locais públicos. Tomar um bom banho ao chegar da escola ou da creche trocando sempre de roupa.

Fases do desenvolvimento embrionário humano / aula 1° EM


domingo, 1 de outubro de 2017

Após tsunami, quase 300 espécies viajaram do Japão aos EUA

O tsunami que devastou a costa leste do Japão em 2011 fez com que quase 300 espécies marinhas viajassem através do Pacífico até o litoral dos Estados Unidos, na maior e mais longa migração marinha já registrada.
Um grupo de cientistas americanos realizou buscas em praias dos estados de Washington, Oregon, Califórnia, Columbia Britânica, Alasca e Havaí, onde rastrearam a origem das espécies até o Japão, segundo o estudo divulgado nesta quinta-feira (28) pela revista científica “Science”.
“Este acabou sendo um dos maiores experimentos naturais não planejados na biologia marinha – talvez na história”, afirmou o especialista John Chapman da Universidade Oregon State, um dos coautores do estudo, citado pelo jornal britânico “The Guardian”.
O tsunami, resultante de um terremoto de magnitude 9,0 no dia 11 de março de 2011, gerou em torno de cinco milhões de toneladas de escombros nos municípios de Iwate, Miyagi e Fukushima.
Segundo os especialistas, 70% dos destroços se depositaram no fundo do mar, mas uma quantidade incontável de objetos flutuantes foi arrastada pelas correntes marítimas.
A chegada das quase 300 espécies japonesas à costa oeste dos EUA poderá causar sérios problemas caso esses organismos consigam se fixar no novo ambiente, se sobrepondo às espécies nativas.
“É um pouco do que chamamos de ‘roleta ecológica’”, disse James Carlton, professor de ciências marítimas da Williams College, o autor principal do estudo.
Os pesquisadores estimam que aproximadamente um milhão de organismos — entre eles peixes, moluscos e centenas de milhares de mexilhões — viajaram quase 8 mil quilômetros através das correntes do Pacífico Norte. Levará anos até que seja possível avaliar a sobrevivência desses seres e se conseguirão superar em quantidade as espécies nativas.
O problema das espécies invasoras ocorre em todo o mundo, com plantas e animais sobrevivendo em locais onde não antes pertenciam. No passado, invasões marinhas danificaram espécies de moluscos, erodiram ecossistemas locais, gerando prejuízos econômicos e disseminando doenças.
“A diversidade [das espécies invasoras] foi algo que nos deixou boquiabertos”, afirmou Carlton. “Moluscos, anêmonas-do-mar, corais, caranguejos, uma ampla variedade de espécies.”
Os pesquisadores coletaram e analisaram destroços que chegaram à costa oeste americana ou ao Havaí nos últimos cinco anos, sendo que a chegada de mais escombros ainda era registrada em Washington nesta quarta-feira.
No ano passado, um pequeno barco japonês alcançou a costa do Oregon transportando vinte peixes nativos do oeste do Pacífico. Os animais, ainda vivos, foram conservados em um aquário do estado. Pouco antes, um barco de pesca japonês chegou intacto à costa americana com exemplares desses mesmos peixes nadando na parte interna.
Anteriormente, os destroços desse tipo eram compostos na maior parte por madeira e se degradavam durante a viagem pelo oceano. Hoje em dia, a maior parte é de materiais de plástico – como boias, barcos e engradados – que conseguem percorre longas distâncias, levando “de carona” espécies diferentes.
“Foram os escombros de plástico que permitiram que as novas espécies sobrevivessem em uma distância muito maior do que jamais pensávamos que podiam”, disse Carlton.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Verão fora de época antecipa cuidados para evitar mosquito da dengue

26 de setembro de 2017 - Se levarmos em consideração as altas temperaturas registradas nos últimos dias do inverno, a chegada da primavera e a proximidade do verão prometem dias ainda mais quentes. Como o calor é o clima que mais favorece a reprodução do Aedes aegypti, o mosquito transmissor do vírus da dengue, chikungunya e zika, é importante que as medidas de prevenção a essas doenças voltem a ser anunciadas à sociedade o quanto antes.

“O ideal é dar início à campanha de conscientização antes do surto se instalar. E o melhor jeito de evitar a infecção é impedindo a reprodução dos mosquitos”, defende o Biólogo Horácio Teles, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS). Ele explica que, além de aumentar a reprodução, os dias mais quentes também favorecem a multiplicação do vírus dentro do mosquito, o que permite que as doenças sejam transmitidas em maior escala.

Para evitar o Aedes aegypti, o Biólogo do CRBio-01 lembra alguns cuidados que devem ser tomados para não criar ambientes propícios à reprodução dos mosquitos:

- Tonéis e caixas d’água devem estar bem fechadas;

- Fazer a manutenção periódica da limpeza das calhas;

- Armazenar garrafas com a boca para baixo;

- Utilizar tela nos ralos;

- Manter lixeiras sempre bem tampadas;

- Colocar areia nos pratos de vasos de plantas;

- Limpar os bebedouros de animais com escova ou bucha;

- Acondicionar pneus em locais cobertos;

- Eliminar água sobre as lajes;

- Fazer a coleta e eliminar detritos e entulhos em quintais e jardins.


Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada, Assessoria de Imprensa do CRBio-01

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Escassez de saneamento no Brasil preocupa Ministério do Meio Ambiente

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, disse na terça-feira (26) ter ficado assustado e preocupado com os dados de uma pesquisa da Agência Nacional de Águas (ANA) que aponta que apenas 45% dos lares brasileiros possuem algum tipo de tratamento de esgoto. O levantamento da ANA, batizado de “Atlas Esgotos”, traz o diagnóstico da coleta e do tratamento de esgotos em cada um dos 5.570 municípios brasileiros. Mostra ainda o impacto do lançamento da carga orgânica de esgotos em açudes, rios e oceanos.
“É preciso que se protejam as nascentes e matas ciliares. Há alguns anos houve a crise hídrica no Sudeste e São Paulo teve que fazer obras para suprir a necessidade de água. Ali, se verificou que as bacias [hidrográficas] que levavam a água para os reservatórios que abastecem (a grande) São Paulo eram as mais desprotegidas”, disse Sarney Filho.
“Fiquei assustado ao ver que, na Mata Atlântica, rios e córregos estão secando. Em Brasília, no cerrado, berço das águas, estamos em pleno racionamento”, acrescentou o ministro, lembrando dos incêndios que têm consumido diversas reservas florestais no país.
O Atlas Esgotos mostra para alcançar a universalização do esgotamento sanitário na área urbana do país seriam necessários cerca de R$ 150 bilhões em investimentos, tendo como horizonte o ano de 2035. Cerca de 50% dos municípios que precisam de serviço de tratamento convencional de esgoto, demandam 28% do valor estimado. Já 70 dos 100 municípios mais populosos requerem uma solução complementar ou conjunta e concentram 25% do total de investimento.
Segundo o estudo, na maioria dos municípios (4.288) o serviço de saneamento é prestado pela própria prefeitura ou há um prestador que precisa aprimorar a capacidade de gestão. Entretanto, parte significativa da população urbana (87 milhões de habitantes), projetada para 2035, vive nos municípios cujo prestador de serviço tem situação institucional consolidada.
Avanços – Sarney Filho considerou o levantamento da ANA como um avanço, em um momento de “grandes dificuldades políticas, institucionais e financeiras que o país atravessa. [É preciso] deixar bastante transparente o que vem ocorrendo com as nossas cidades em relação ao tratamento da água e o Atlas Esgotos vai dar pormenorizadamente o conhecimento necessário”, disse.
Para o ministro, apenas o aporte financeiro não é suficiente para a universalização do saneamento, se não houver capacidade adequada de administração do serviço. “Constitucionalmente a questão dos esgotos é dos estados, como o lixo é dos municípios. Mas é óbvio que a ANA, o ministério [do Meio Ambiente] e o governo tem que trabalhar para, cada vez mais, [promover] a repartição das responsabilidades”, afirmou.
Gestão é fundamental – Para o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu, o trabalho mostra que a questão hídrica “entrou de vez” na agenda política e mostra a relevância da questão do tratamento de esgotos para a saúde e qualidade de vida da população. Segundo ele, existem no país vários exemplos de sistemas de esgoto que foram abandonados ou sequer entraram em operação, devido a problemas associados a gestão. “É comum que estações de tratamento de esgoto não funcionem adequadamente, em razão da falta de planejamento e capacidade de gestão”, disse.
Andreu lembrou que um trabalho com essa dimensão tem possibilidade de estimular análises muito grande que podem contribuir para que o desenho das políticas públicas reflitam a necessidade do saneamento. Segundo ele, em geral, como muitos municípios não tem organização institucional capaz de dar conta do problema, “as obras e investimentos que são feitos não tem o resultado que a sociedade espera”.
“Queremos que mais cidadãos, ativistas de recursos hídricos e mais e mais prefeitos sejam ‘contaminados’ por essas informações e tenham um instrumento adequado para enxergar o problema que têm e que esse problema entre na agenda de políticas públicas, onde os recursos alocados tenham que ter eficiência do seu investimento, de forma a substituir as decisões eleitoreiras e tomadas de última hora, que levam a perda da qualidade”, disse.
O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) considera como atendimento adequado de esgoto sanitário o uso de fossa séptica ou rede de coleta e tratamento de esgoto. Dentro desse critério, 55% dos brasileiros dispõem do serviço adequado. A publicação também tem um “hotsite” onde é possível acompanhar a situação do saneamento em cada município. (Fonte: Agência Brasil)

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Por que é tão difícil pegar uma mosca? A resposta é mais interessante do que você pensa

Tente pegar uma mosca. Em pouco tempo, você se dará conta de que ela é mais rápida que você. Muito mais rápida. Mas como, afinal, essas minúsculas criaturas, com seus minúsculos cérebros, escapam tão facilmente de nós?
A resposta é que, comparada com humanos, as moscas essencialmente veem o mundo em câmera lenta.
Como exemplo, imagine um relógio analógico. Os humanos veem os ponteiros se moverem em uma determinada velocidade. Já uma tartaruga veria os ponteiros se movendo duas vezes mais rápido. A maioria das moscas, por sua vez, perceberiam os ponteiros se movendo quatro vezes mais devagar. A percepção do tempo, portanto, varia por espécie.
Os animais enxergam o mundo como se fosse um vídeo contínuo. Na realidade, porém, o que fazem é conectar imagens enviadas dos olhos ao cérebro em uma determinada quantidade de vezes por segundo. Para humanos, são 60 flashes por segundo. Para tartarugas, 15. E moscas, 250.
Tudo é relativo – A velocidade em que as imagens são processadas pelo cérebro é chamada de “frequência crítica de fusão de luz vacilante”. Em geral, quanto menor um animal, mais rápido é essa frequência. Moscas, em particular, nos humilham.
Um professor da Universidade de Cambridge, Roger Hardie, investiga como os olhos das moscas funcionam. Ele é autor de um experimento que determina sua frequência crítica de luz vacilante.
“Essa frequência significa simplesmente em que velocidade uma luz deve ser ligada e desligada até que seja percebida ou vista como uma luz contínua”, diz ele.
Em seu experimento, pequenos eletrodos de vidro foram inseridos nas células dos olhos das moscas que são sensíveis a luz. Então, luzes de LED foram exibidas em velocidades cada vez mais rápidas. Cada flash produz uma pequena corrente elétrica nos receptores captada por um computador. Testes revelam que moscas podem ver até 400 flashes por segundo, mais de seis vezes mais que a taxa dos humanos.
A mosca-tigre é a que tem a visão mais veloz. É uma minúscula espécie predadora encontrada na Europa que, com reações ultrarrápidas, caça outras moscas no ar.
Em seu “laboratório de moscas” na Universidade de Cambridge, a pesquisadora Paloma Gonzales-Bellido estuda o comportamento predador dessa espécie. Ela solta moscas-das-frutas com uma mosca-tigre em uma caixa e grava a interação em câmera lenta, capturando até mil frames por segundo.
Segundo ela, a reação humana é tão mais devagar que é impossível observarmos essa interação sem a ajuda de um computador. “Quando achamos que algo está acontecendo, já aconteceu”, diz.
Mosca x mosca – No começo do experimento, a mosca-tigre fica parada. Quando uma mosca-da-fruta voa 7 cm acima dela, porém, ela se move muito bruscamente, em um flash, e de repente está comendo a pobre presa.
Só vendo a gravação em câmera lenta é possível ver o que aconteceu: a mosca-tigre voou, circulou a mosca-da-fruta três vezes tentando capturá-la até que conseguiu, agarrando a presa com suas duas pernas da frente.
Isso tudo só durou um segundo. Para nós, é como um flash. Para as moscas, então, nossa mão tentando esmagá-las deve ser como uma lesma avançando em sua direção.
Essa velocidade incrível da mosca-tigre, maior que a de outras moscas, se dá porque há mais mitocôndrias (as “baterias” das células) em suas células receptoras de luz.
Essa visão veloz, portanto, demanda mais energia que a visão lenta – o que explica por que olhos têm diferentes frequências de luz vacilante.
A dieta carnívora das moscas-tigre lhes dá mais combustível para abastecer essas células. Mas mesmo se tivéssemos mais mitocôndrias nas células dos olhos, não veríamos o mundo de forma mais veloz. Isso porque os receptores sensíveis das células dos olhos das moscas têm um design totalmente diferente do de vertebrados.
A diferença estrutural tem origem na evolução. Os olhos de artrópodes e vertebrados, de moscas e humanos, respectivamente, foram desenvolvidos de forma completamente separada há 700-750 milhões de anos.
Teoria da corda – Os olhos de moscas evoluíram de forma a perceber a luz por meio de estruturas em forma de cordas perpendiculares ao trajeto da luz. Essas estruturas reagem mecanicamente. Vertebrados, por sua vez, têm células como tubos posicionados na direção da luz com elementos que reagem quimicamente a ela.
Hardie, o professor de Cambridge, estuda a estrutura dos olhos da mosca: “São mais sensíveis. Podem reagir a uma pequena quantidade de luz e, com sua estrutura, respondem mais rapidamente que os olhos com tubos dos vertebrados”.
Hardie descobriu que a sensibilidade mais aguçada está ligada à reação mecânica da luz, em oposição à reação química. A reação mecânica permite informações neurais mais rápidas. Há ainda um limite à velocidade em que os impulsos neurais podem viajar. Então quanto menor a distância – como entre os olhos das moscas e seu cérebro -, mais rápido o processamento da luz pelos olhos.
Alguns vertebrados têm visão muito mais rápida que nós. Animais que voam e animais que são pequenos parecem ter uma relação com a visão rápida. Deve ser porque animais pequenos têm que reagir de forma mais rápida durante o voo para evitar obstáculos se aproximando.
Evolução – Cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, descobriram que um pássaro chamado papa-moscas-preto, que caça moscas, conseguia identificar uma luz piscando 146 vezes por segundo de uma fonte contínua de luz. É duas vezes mais rápido que a taxa dos seres humanos, mas ainda não tão rápido como uma mosca.
Pássaros, como moscas, veem os ponteiros de relógio um pouco mais devagar que os humanos.
Existe uma pressão evolucionária nos caçadores de mosca para ver os ponteiros do relógio mais devagar ainda, de forma a superar suas rápidas presas. A visão mais em “câmera lenta” permite que pássaros comam mais, se reproduzam mais e, com a evolução, transmitam essa visão veloz a futuras gerações.
As reações das presas também evoluem para que possam escapar dos predadores, criando uma corrida evolucionária que existe há mais tempo que os pássaros.
A próxima vez que tentar esmagar uma mosca, então, não se desaponte tanto. Suas reações de tartaruga estão sendo frustradas por milhões de anos de seleção natural que permitem as moscas enxergarem suas tentativas em câmera lenta. Entre você e a mosca, o tempo é relativo. (Fonte: G1)

Aula Capítulo 45 e 46. 3°EM